segunda-feira, 1 de junho de 2009

A COMUNICAÇÃO DOS SENTIMENTOS


A COMUNICAÇÃO DOS SENTIMENTOS
O que são sentimentos? Para que servem?
(*) Patrícia Zugaib
Sentimento é um estado afetivo indeterminado que pode provocar ou não um estado de necessidade de afeto. É através dele que percebemos o mundo, é ele que nos dirá se o que estamos experimentando é agradável ou não. Portanto, ele serve para nos guiar e nos fornecer indicações importantes para nossa vida.
Se não sentimos, não analisamos os pensamentos que nos acompanham e não sabemos o que o nosso interior está tentando nos mostrar.
A palavra sentimento vem do latim medieval sentimentum – indica a “faculdade inata de perceber as impressões afetivas” ou “de identificar fenômenos relativos à afetividade”.
Nossos sentimentos se originam lá na nossa infância. É nesta época que eles vão se formando à medida que vai gravando as experiências iniciais vividas. Conforme vamos crescendo, armazenamos diversos sentimentos, porém, muitos não entendemos e não sabemos o que são.
Sentimos sensações estranhas dentro de nós que incomodam e chegam até nos atrapalhar no nosso dia a dia, nas atividades mais corriqueiras. É neste momento que precisamos saber o que sentimos, pois essas sensações nada mais são que nossos sentimentos querendo se comunicar, mas a maioria de nós é analfabeta do sentir, então não conseguimos identificar qual é a mensagem que ele está tentando nos dizer.
Esconde-esconde
Muitas vezes nos tornamos analfabetos do sentir porque, quando criança, aprendemos que não podemos ter certos sentimentos, afinal alguns são muito feios como, por exemplo, a raiva. Como assim raiva?
Pois é, quando somos crianças e não queremos ficar com alguma amiguinha e ficamos com raiva, o que nossa mamãe ou um adulto nos diz? “Não faz assim, isto é muito feio”. Nós, criancinhas, que estamos iniciando uma longa jornada, cheia de obstáculos, onde sentir raiva é extremamente natural, diria até saudável, pois é muito estranho não ter sentimento, seja ele qual for. Então como esta criança não quer ser “feia”, ela nega este sentimento e o “esconde” dentro de si. Aí começa o problema!
Negamos diversos sentimentos, escondemos, omitimos e mentimos a respeito deles. Chega determinado momento que já não sabemos o que sentimos, ficamos perdidos, analfabetos do sentir.
É neste momento que as sensações começam a se tornar cada vez mais forte, é o nosso corpo dando espaço para que os nossos sentimentos se comuniquem conosco. É aqui que a raiva, culpa, medo, alegria e a tristeza começam a implorar para que você se conheça e se permita sentir.
Nossos sentimentos e emoções são tudo o que temos para perceber a vida. Enquanto estivermos escondendo, estamos vivendo em constante ilusão, distanciados do verdadeiro significado da vida.
Sentimentos não são errados ou impróprios, não precisamos nos culpar por experimentá-los.
Admitir medo ou raiva é extremamente compreensível. A raiva nos proporciona um “estado de alerta” para que possamos nos defender de algo ou alguém. E o medo é um mediador favorável diante de “uma situação de risco”. Claro que também podemos citar o medo patológico, mas o que quero aqui é ressaltar a importância do sentir e de se libertar para a vida.
Precisamos aprimorar nossa leitura interna, compreendendo o que os sentimentos querem nos dizer e utilizando-os apropriadamente para cada fato ou situação. Devemos aprender a “escutá-los” adequadamente.
(*) Patrícia Carvalho Zugaib - Psicóloga
Rua Joaquim Távora, 222 - Vila Mariana
F. 55736979 - Cel. 91762067
Email:patricia.zugaib@gmail.com

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