Amar é Sofrer?
(*) Patrícia Carvalho Zugaib
“Como esse amor que sinto é imenso. Não pensei nunca na minha vida que aturaria tanto desrespeito de uma pessoa, nunca imaginei que um dia eu aceitaria traições, indiferença e ficaria como um fantoche, fazendo tudo que o outro queria, me deixando de lado.
Como dói terminar uma relação, onde investi todo o meu amor, toda minha energia, meus sonhos.
Tanto carinho... abri mão das minhas coisas, mudei meu jeito de ser, tudo para satisfazer quem? O outro. Para que ele pudesse ser feliz ao meu lado, para que ele não se sentisse diferente, nem inferior, tudo, absolutamente tudo para fazer com que gostasse de ser meu companheiro, para que fosse agradável ficar ao meu lado. Apresentei meu mundo, as pessoas que mais amo para o cara que amo, era tão gostoso.
Ele, que me fazia feliz, que me fez acreditar que o amor realmente existia e o principal, que eu ainda era capaz de amar e ser amada.
Meu Deus, foi tão difícil aceitar que eu podia amar e ser feliz novamente, acreditei, me entreguei da maneira mais pura, amei, amei tanto, tive momentos tão felizes e tão dolorosos.
Enlouqueci, sofri, mas o amor era tão grande e tão puro que acreditei que ainda poderia ser feliz, passei por cima de humilhações, dos momentos de frieza, das grosserias e de todos os outros os quais fui anulada na vida dele. Nunca estava em primeiro lugar e, muitas vezes, não estava nem em segundo ou terceiro. Mesmo assim, quando ele me dava uma migalha de atenção, eu me satisfazia e ficava extremamente feliz, então acreditava que poderia sim ser feliz e com isso relevava tudo.” (Trecho de uma sessão de Psicoterapia)
Amar, não necessariamente está ligado ao sofrimento. É interessante a gente pensar na qualidade do nosso amor. Como amamos? Você já pensou sobre isto?
Quando estamos em uma relação afetiva, precisamos verificar como nos relacionamos, se é de maneira sadia ou doentia.
Para uma relação sadia, o casal precisa sempre ser muito franco um com o outro, o diálogo é de extrema importância para viver em harmonia. É fundamental, sermos honestos com a gente mesmo. Parar de “cobrir o sol com a peneira”, fingir que não está percebendo o que não está bom na relação.
Muitas vezes um dos dois percebe que o outro está diferente, não quer muita conversa, ou fazendo algo que desagrada a outra parte. Qualquer pergunta deixa a pessoa irritada, já não há carinho como antes e, assim, sucessivamente.
Então se o (a) parceiro (a) pergunta se tem alguma coisa errada, imediatamente o outro fica irritado e nega: “Você está ficando louco (a), que paranóia, só porque estou quieto (a) já acha que tem alguma coisa.”
Isto pode se tornar uma constante, o que de alguma maneira irá fazer você adoecer, ficar depressivo, paranóico, ter ciúmes patológico, doenças somáticas e acabar na cama como uma maneira inconsciente de chamar a atenção do outro.
Caminho errado
Quero ressaltar aqui que quando uma relação se torna doentia, sempre o parceiro que está mais equilibrado acaba por alimentar a insanidade do outro, seja através de comportamentos ou conversas que deixam o outro cada vez mais inseguro. Isso reduz a autoestima, não se reconhecer mais sem o outro.
Todas essas etapas fazem com que o amor realmente seja sofrido, dolorido e infeliz. Mas a pessoa que está nesta relação, não percebe sua infelicidade e não aceita que o melhor seria uma separação. Isso acontece porque a pessoa acha que separar é algo inadimissível, é como ser dividido ao meio, como se parte desta pessoa morresse.
Neste caso, é importante que o indivíduo faça um tratamento porque muitos casais que se separam, dependendo da qualidade deste amor, não conseguem aceitar o término da relação, o que torna esse processo mais difícil e dolorido. Muitas vezes as pessoas acabam tendo atitudes totalmente inadequadas, podendo até chegar a um ato de violência, tanto verbal quanto físico, contra si e contra o outro. Perder a pessoa amada, gera uma angústia, uma dor tão intensa que a pessoa acredita que a morte será a única solução.
Um ato contra o outro é, para essa pessoa, uma maneira de “implorar” seu amor e por não aceitar esta perda. A pessoa perde a medida e pode agredir o outro com faca, arma de fogo, com automóvel (atropelando a pessoa amada), etc. Se você percebe que sua relação está indo por este caminho, não adianta ficar se debatendo, achando que o problema está só em você.
Procure ajuda de um profissional, uma psicoterapia é muito importante para que você possa enxergar com clareza o que está acontecendo, retomar seus valores, sua autoestima e voltar a se integrar.
O amor com qualidade, é aquele que você não sofre, é algo maduro, sereno.É poder contar com o outro, é dividir e acrescentar, é respeitar e ser respeitado.
(*) Patrícia Carvalho Zugaib
Psicóloga Clínica
(*) Patrícia Carvalho Zugaib
“Como esse amor que sinto é imenso. Não pensei nunca na minha vida que aturaria tanto desrespeito de uma pessoa, nunca imaginei que um dia eu aceitaria traições, indiferença e ficaria como um fantoche, fazendo tudo que o outro queria, me deixando de lado.
Como dói terminar uma relação, onde investi todo o meu amor, toda minha energia, meus sonhos.
Tanto carinho... abri mão das minhas coisas, mudei meu jeito de ser, tudo para satisfazer quem? O outro. Para que ele pudesse ser feliz ao meu lado, para que ele não se sentisse diferente, nem inferior, tudo, absolutamente tudo para fazer com que gostasse de ser meu companheiro, para que fosse agradável ficar ao meu lado. Apresentei meu mundo, as pessoas que mais amo para o cara que amo, era tão gostoso.
Ele, que me fazia feliz, que me fez acreditar que o amor realmente existia e o principal, que eu ainda era capaz de amar e ser amada.
Meu Deus, foi tão difícil aceitar que eu podia amar e ser feliz novamente, acreditei, me entreguei da maneira mais pura, amei, amei tanto, tive momentos tão felizes e tão dolorosos.
Enlouqueci, sofri, mas o amor era tão grande e tão puro que acreditei que ainda poderia ser feliz, passei por cima de humilhações, dos momentos de frieza, das grosserias e de todos os outros os quais fui anulada na vida dele. Nunca estava em primeiro lugar e, muitas vezes, não estava nem em segundo ou terceiro. Mesmo assim, quando ele me dava uma migalha de atenção, eu me satisfazia e ficava extremamente feliz, então acreditava que poderia sim ser feliz e com isso relevava tudo.” (Trecho de uma sessão de Psicoterapia)
Amar, não necessariamente está ligado ao sofrimento. É interessante a gente pensar na qualidade do nosso amor. Como amamos? Você já pensou sobre isto?
Quando estamos em uma relação afetiva, precisamos verificar como nos relacionamos, se é de maneira sadia ou doentia.
Para uma relação sadia, o casal precisa sempre ser muito franco um com o outro, o diálogo é de extrema importância para viver em harmonia. É fundamental, sermos honestos com a gente mesmo. Parar de “cobrir o sol com a peneira”, fingir que não está percebendo o que não está bom na relação.
Muitas vezes um dos dois percebe que o outro está diferente, não quer muita conversa, ou fazendo algo que desagrada a outra parte. Qualquer pergunta deixa a pessoa irritada, já não há carinho como antes e, assim, sucessivamente.
Então se o (a) parceiro (a) pergunta se tem alguma coisa errada, imediatamente o outro fica irritado e nega: “Você está ficando louco (a), que paranóia, só porque estou quieto (a) já acha que tem alguma coisa.”
Isto pode se tornar uma constante, o que de alguma maneira irá fazer você adoecer, ficar depressivo, paranóico, ter ciúmes patológico, doenças somáticas e acabar na cama como uma maneira inconsciente de chamar a atenção do outro.
Caminho errado
Quero ressaltar aqui que quando uma relação se torna doentia, sempre o parceiro que está mais equilibrado acaba por alimentar a insanidade do outro, seja através de comportamentos ou conversas que deixam o outro cada vez mais inseguro. Isso reduz a autoestima, não se reconhecer mais sem o outro.
Todas essas etapas fazem com que o amor realmente seja sofrido, dolorido e infeliz. Mas a pessoa que está nesta relação, não percebe sua infelicidade e não aceita que o melhor seria uma separação. Isso acontece porque a pessoa acha que separar é algo inadimissível, é como ser dividido ao meio, como se parte desta pessoa morresse.
Neste caso, é importante que o indivíduo faça um tratamento porque muitos casais que se separam, dependendo da qualidade deste amor, não conseguem aceitar o término da relação, o que torna esse processo mais difícil e dolorido. Muitas vezes as pessoas acabam tendo atitudes totalmente inadequadas, podendo até chegar a um ato de violência, tanto verbal quanto físico, contra si e contra o outro. Perder a pessoa amada, gera uma angústia, uma dor tão intensa que a pessoa acredita que a morte será a única solução.
Um ato contra o outro é, para essa pessoa, uma maneira de “implorar” seu amor e por não aceitar esta perda. A pessoa perde a medida e pode agredir o outro com faca, arma de fogo, com automóvel (atropelando a pessoa amada), etc. Se você percebe que sua relação está indo por este caminho, não adianta ficar se debatendo, achando que o problema está só em você.
Procure ajuda de um profissional, uma psicoterapia é muito importante para que você possa enxergar com clareza o que está acontecendo, retomar seus valores, sua autoestima e voltar a se integrar.
O amor com qualidade, é aquele que você não sofre, é algo maduro, sereno.É poder contar com o outro, é dividir e acrescentar, é respeitar e ser respeitado.
(*) Patrícia Carvalho Zugaib
Psicóloga Clínica
Rua Joaquim Távora, 222
F.55736979 - 91762067
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Um comentário:
nossa, que legal esse comentário sobre a raiva, eu trabalho alguns sentimentos e faço TCC. Sou dependente química e li seu perfil, adicionei sua página nos meus favoritos e queria pedir que falasse mais sobre sentimentos e como trabalhar cada um em particular. Tb tenho um Blog e posto, como ficar limpa no dia a dia na intenção de ajudar outros Adictos. faz uma visita lá tb. Um abraço. Paula
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